Sou uma pessoa de músicas. A musica sempre teve o dom de mexer com os meus sentimentos.
Ainda me lembro de com o meu fraquinho inglês de 7 ou 8 anos o meu pai me pedir para prestar bem atenção à letra do Father and Son de Cat Stevens. Estive dois dias a decifrar a letra e desde ai nunca mais ouvi essa musica sem chorar. Porque sei que é meu pai quem me fala e não apenas uma musica.
Aprendi a sentir a musica com o meu pai. Fosse Onda Choc, Police ou Pink Floid ou Queen. Até os Queijinhos Frescos ele ouvia comigo.
Ainda hoje ao ouvir o made in Heaven não consegui evitar ficar com cada centimetro da minha pele arrepiada.
Ao ouvir os Nirvana volto à minha adolescencia, ao concerto a 26 de Fevereiro que a minha mãe me proibiu de ir ver. Ao choro que se seguiui após o suicidio do Kurt Cobain.
Eu em termos musicais papo de tudo - apesar do papá achar um sacrilégio colocar Pink Floid e Take That no mesmo saco - e cada um dos estilos tem vindo a acompanhar-me nas diversas etapas da minha vida.
Desde que me mudei para Angola os gostos musicais foram-se modificando mais devido ao ambiente do que propriamente gosto e preferência.
Aqui batem os sons da ginga, uma kizomba, um semba, um kuduro e uma tarrachinha. E se no inicio estes estilos arrepiavam-me pelo mau sentido fui educando o ouvido e aprendendo a gostar desta musica mais quente.
As ritmos Europeus e Americanos ficam para os regressos a casa. Desde à 5 anos para cá a chegada ao aeroporto e depois ao carro ficaram marcados por temas do top da altura das viagens. Tenho-as a todas no Itunes no "regresso a casa". Tenho James Morrison, Keane, Humanos, Rui Veloso, etc. Todas diferentes mas que me provocam o mesmo sentimento:
"Felizmente cheguei uma vez mais a casa. À minha casa, às minhas raizes!"
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